Bem para todos aqueles que não se sentiram atraídos em clicar na foto de aquela ilustre pessoa com uma expressão à scooby-doo, aqui vai… Eu sou o Gustavo, sou estudante de artes e sou de facto muito preguiçoso, logo os meus textos vão ser sazonais e bastante breves.
FIM
Bem…prosseguindo a apresentação. Sou um rapaz que gosta de escrever sobre tudo e mais alguma coisa( neste preciso momento estou a concluir o meu eventual ex-futuro mestrado em parafusos), sempre disseram-me que era brilhante, agora resumem-se a dizer que sou um génio em ascensão.
Sou bastante crítico, sempre fui... Gosto de opinar sobre quase tudo onde pareça que percebo alguma coisa sobre o assunto. Gosto de opinar sobre tudo aquilo que é subjectivo à interpretação de cada um, não me submeto a exames e sou um baldas, logo posso afirmar com toda a certeza ‘’Nunca me engano e raramente tenho dúvidas ’’. Por vezes, piso dejectos de cão, dizem que dá sorte. Nunca me fiei em superstições mas por vias das dúvidas comecei a jogar no euromilhões , e… a usar sempre os mesmos ténis. (sou preguiçoso lembram-se? Isto de andar sempre a limpar a bela da caca da sola dos meus belos vans tem que se lhe diga não?). Sou um rapaz descontraído, bastante benevolente com as convivências que a sociedade nos impõe (ando de autocarro…), mas não suporto o típico tuga (exceptuando o meu caro amigo rafa cuja a sua tamanha labreguice me conseguiu fascinar após tantos anos de convivência), e eu não estou a falar de aquele que é do Benfica , passa a vida a coçar a barriga, é apelidado de algo como ‘’Toni’’, ‘’Tojó’’ou ‘’Roscas’’ e é taxista…Não, não é esse tuga que me refiro, refiro-me àqueles trabalhadores honestos, papás e mamãs responsáveis que vão levar os bebés à escola, e que de repente em tudo o que é semáforo. Param! Sim de facto é para se parar nos semáforos…mas quando estão verdes!??!?!? Pois o ser socialmente evoluído com noção de dever cívico não pararava . Mas e o típico tuga?
Convido-vos a acompanhar a viagem rotineira do típico tuga ao qual eu usarei um nome fictício para não ferir sensibilidades e manter os responsáveis no anonimato, utilizarei então o nome, realço, fictício de….’’condutor de carrinhos com mais de 7 metros ,amarelos e que levam uma mercadoria que diz ‘’ Perigo! Risco de entorses para todos aqueles que têm problemas com a prática da sardinha em lata’’.
O típico tuga (’’condutor de carrinhos com mais de 7 metros ,amarelos e que levam uma mercadoria que diz ‘’ Perigo! Risco de entorses para todos aqueles que têm problemas com a prática da sardinha em lata’’. ), pára para receber o belo do jornal o ‘’metro’’ que olhem só hoje traz pastilhas…fantástico aqui vou eu demorar mais um pedacinho e aproveitar e levar pastilhas para o mês todo…Depois o típico tuga segue o seu trajecto diário e….REPAREM!! O jornal ‘’destak’’, sendo assim o típico tuga para novamente para receber o dito jornal gratuito, mas desta vez, tenho de dar o braço a torcer, o típico tuga não pede só o jornal para ele, tão amavelmente pede também para todos as sardinhas da sua grande lata amarela. E eu so tenho de facto, a agradecer a tão amável atitude, pois tal gesto comoveu-me... não, reparem comoveu-me literalemente, que por vias de todos aqueles que viram a sua oportunidade de ler o jornal( como se não houvesse mais jornais gratuitos em Lisboa, são só distribuídos uns milhões diariamente, coitados secalhar nem apanhavam um…lá estou eu a ser mau novamente),e começaram a furar fila , por meio de cotoveladas e empurrões vi-me a chorar… Não só pelo espancamento em público mas também porque fui submetido a um teste de capacidade de compactação, pois porque nós, sardinhas já não estávamos apertados nem nada , agora com todos aquele ciosos de informação, que simplesmente resolveram abrir os braços para ler o belo do jornal vi o meu espaço reduzir para metade e perder toda aquela distância higiénica que faz da minha viagem de sardinha quase suportável. Com efeito, tenho mesmo que agradecer ao típico tuga.. Típico tuga aqui vai : ‘’ o meu sincero obrigado’’.
Mas a viagem não fica por aqui , já são 8h30 e ainda estou na lata amarela. A lata amarela finalmente chega à minha paragem que coincide com a paragem de a grande parte das sardinhas (Que sorte hã?), pronto e dou por mim subitamente num arrastão, arrastão esse que faz com que me sinta ainda mais molestado.
Conto os hematomas e prossigo para a escola… Resta-me 300 metros até à escola.
Tenho que atravessar quatro passadeiras onde o sinal intermitente de passagem de peões não faz parar os típicos tugas, tenho de passar pela fila da segurança social que me acompanha sensivelmente desde da paragem até à escola. Fazer aqueles desvios de segurança (refiro-me a um troço em que é feito na estrada ), pois as obras locais assim o obrigam. E por fim…Escola!!!!!!
Bendita fila para o café! Bendita aula de História e Bendita fila para o bar!
Assim sim, dá gosto andar na escola, o que me motiva realmente é que no fim do dia posso contar com a minha tão fiel de hora em hora lata amarela e com as minhas companheiras sardinhas de tão agradável odor.
Os meus professores dizem que não sou interessado…não consigo perceber bem quando o dizem…''Pa secalhar sou só eu que tenho mau feitio..''
Cumprimentos
Gustavo

3 comentários:
Cumprimentos, Gustavo. Ora portanto, só porque somos curiosas, decidimos neste fim de tarde vir visitar o seu blog e deparamo-nos com um fenómeno um pouco ou quanto curioso, no mínimo. Pois parece que a disposição dos caracteres, por vezes também designados de letras; letras essas que outrora formaram palavras, palavras essas que em tempos remotos formaram frases e, finalmente, frases essas que deram corpo a um magnífico texto (como é o exemplo deste grandioso comentário, formando uma ainda melhor simbiose antítica com o teu não tão bom texto. Texto?)
Ai, entusiasmamo-nos! Voltando às pequenitas letras, que juntas num engonhanço total, já como Gustavo Caixinha fazia (tão bem!) na Antiguidade Clássica (não fossem os seus discursos literários, agora, um clássico) seguem de longe os cânones de beleza das Academias. Isto porquê? Porque certas e determinadas pessoas, que dão utilidade às carrinhas amarelas que praticam a prática da sardinha em lata, na procura de um movimento avant-garde, acham que, muito melhor que justificar o texto, é dispôr os tais caracteres de que falávamos há bocado, pois parece que a disposição dos caracteres, por vezes também designados de letras; letras essas que outrora formaram palavras, palavras essas que em tempos remotos formaram frases e finalmente frases essas que deram corpo a um magnífico texto, de uma forma geometricamente centrada na folha virtual.
Ass.: As tuas babes.
Pois é Gustavo, mas tu és jovem. Agora imagina os velhinhos...Quanto mais o corpo fraqueja, mais dificil se torna a vida dos velhinhos. Mas, porra, ser velhinha em Lisboa é uma aventura. Estas ruas são pistas de todo-o-terreno-off-road-dificuldade-grau-máximo. Ele é o piso em calçada portuguesa, bela mas escorregadia, que se torna um ringue de patinagem às primeiras chuvas, mangueiradas ou mijocas de cão e cagadelas de pomba, ele é os desníveis do pavimento e as pedras soltas, fabulosas para tropeçar, ele é as ruas íngremes-íngremes-mas-mesmo-muito-íngremes que a meio desistem e se transformam em escadinhas (inhas!! ha!), ele é os carros estacionados em cima do passeio, os caixotes de lixo aparcados em frente às portas, e as distâncias, senhores, as distâncias!...Um velho ou morre ou arruma as botas mais cedo!
Ass:Tua Dama
Não pude deixar de ler os comentários e esboçar um ligeiro sorriso de gozo! é verdade meu caro! é a pura das verdades o que cromossoma x diz, devemos sim contentar-nos com o facto de sermos jovens e podermos deslocar-nos com grande, (ou vá) alguma agilidade!
Em relação a inês & company tiveram sim um grande momento de inspiração e conseguiram chegar ao cherne da questão!! E perguntas tu qual é o cherne. (Gustavo diz: Qual é o Cherne pá?) é exactamente a teoria das letrinhas que acabam num maravilhoso texto... assim termino.
P.S.: obrigado por me referir no seu texto! beijufa
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